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Elaynne Camilla


A poesia está nas ruas
Nos nomes entrelaçados nas árvores
Nos braços dados que caminham
Na bolha de sabão
Que desaparece na palma da mão...
No silêncio do olhar amante
Nas páginas dos diários
- registro de uma vida.
Nas folhas levadas pela brisa
Nas pétalas do mal-me-quer
No aconchego dos teus abraços
No calor do sorriso
No caminho da lágrima no rosto
Na flor que cresce no muro
Entre passos apressados
Nos espaços entre as linhas...
Nos fatos
Nos sonhos
Nos tombos...

Mas o poema sou eu que faço
Na pequenez do meu quarto,
Na imensidão do meu mundo.

E. C.
Elaynne Camilla

Do poema que me visto
Só rabisco
Tinta apagada
pelo abuso da borracha.

Já não digo
Repito...
Só nada
ou soneto?

Arrisco.
Pinto as letras
das cores de borboleta.

Brinco:
de ser menina
e poeta.

E. C.